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História do Concelho

História do Concelho de Palmela

 

Testemunhos arqueológicos desde a Pré-História Antiga até ao período Muçulmano mostram que desde a sua origem a região que hoje é ocupada pelo município de Palmela tem sido propícia à fixação humana.

A presença do Homem nesta região remonta ao Neolítico Superior, havendo, no entanto, vestígios arqueológicos conhecidos de épocas tão antigas como o Paleolítico médio.

 

Ocupada por Celtas, Romanos e Árabes, todos encontraram neste território um local estratégico para se fixarem.

 

Em 1147, D. Afonso Henriques conquistou-a aos Mouros e em 1185 concedeu foral à povoação e doou o castelo de Palmela aos Cavaleiros de Santiago. Nos anos seguintes houve várias conquistas e reconquistas entre cristãos e mouros, tendo Palmela sido definitivamente recuperada no reinado de D. Sancho I.

O período áureo de Palmela localizou-se nos primeiros anos da Nacionalidade, quando Palmela era a chave do território entre o Sado e o Tejo.

Esta importância estratégica devia-se a aspectos de natureza político-religiosa relacionados com o processo de conquista e consolidação do Estado português, e do qual a Ordem de Santiago e Espada (que recebeu Palmela como doação de D. Afonso Henriques por volta de 1172) não pode ser separada.

 

Em 1323, D. Dinis eleva Palmela à categoria de Vila e um século mais tarde, em 1423, D. João I ordena a construção de um convento mestral para os “Freires de Santiago”. Em 1443, a Sede da Ordem Religiosa Militar de Santiago de Espada instala-se no Castelo de Palmela, até à extinção das Ordens Militares em 1834.

A permanência desta Ordem foi de extrema importância para a região a vários níveis – político, militar e simbólico – dado que os seus objectivos, para além da vertente religiosa, promoviam o fomento do povoamento, a defesa do território e a conquista de novos espaços territoriais.

 

A 1 de Junho de 1512, D. Manuel I concedeu novo foral à Vila.

 

Em 1755, o terramoto que devastou Lisboa deixou as suas marcas em Palmela.

 

Após a extinção das Ordens Militares e Religiosas, Palmela já não tinha qualquer tipo de importância, quer estratégica, quer económica, quer política, de tal modo que a Reforma Administrativa de Mouzinho da Silveira, em 1855, extinguiu o seu município, integrando-o no de Setúbal (actual capital de distrito), situação que se manteve até 1926, altura em que, aproveitando o movimento militar do 28 de Maio, as elites locais pressionam a Junta Militar a aceder à restauração do Município de Palmela, facto que viria a acontecer a 8 de Novembro desse mesmo ano.

 

Dois anos mais tarde, criam-se três novas freguesias: Pinhal Novo, Quinta do Anjo e Marateca.

Actualmente são 5 as freguesias que constituem o concelho de Palmela: Palmela, Pinhal Novo, Poceirão, Quinta do Anjo e Marateca distribuídas por uma área de 462 km2, onde vivem cerca de 63 000 habitantes.

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