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Portugal Logistico
Dada a evolução dos processos produtivos a nível internacional, a globalização dos mercados e a necessidade de se assegurar maior nível de competitividade torna-se imprescindível a criação e desenvolvimento de modernos e eficientes instrumentos de suporte ao sistema logístico, no sentido de se garantir uma eficaz gestão das cadeias de abastecimento e distribuição, surgiu a necessidade de o Estado Português criar planos de desenvolvimento em sectores chave no campo dos transportes.

Foram desenvolvidos pelo Governo (i) as Orientações Estratégicas para o Sector Marítimo Portuário, (ii) as Orientações Estratégicas para o Sector Ferroviário e (iii) as Orientações Estratégicas para o Sector de Plataformas Logísticas (Programa Portugal Logístico).







Documentos Governamentais para os sectores Maritimo, Ferroviário e Logístico


No primeiro documento, o Governo reflecte os 3 vectores da sua visão estratégica para o Sector Marítimo Portuário, que são:

  • Reforçar a centralidade euro-atlântica de Portugal;
  • Aumentar fortemente a competitividade do sistema portuário nacional e do transporte marítimo;
  • Disponibilizar cadeias de transporte competitivas e sustentáveis ao sector produtivo nacional.

Para tal, foi definido um plano de expansão das infra-estruturas portuárias, que pretende endereçar este aumento do tráfego mundial de mercadorias. Este plano considera tanto o aumento da capacidade dos actuais terminais, como também a construção de novos, o que fará com que em 2015 haja capacidade instalada para suportar um movimento 70% superior ao actualmente registado (61 milhões toneladas). No caso da carga de contentores, este aumento da capacidade será superior à média, o que fará com que em 2015 se possam movimentar 2,7 milhões de TEUs, contra os 0,93 milhões de 2005.


As Orientações Estratégicas para o Sector Ferroviário (segundo documento) estabelecem os objectivos estratégicos tanto para a Rede de Alta Velocidade a desenvolver em Portugal nos próximos anos, como também para a linha convencional (onde irão circular a grande maioria das mercadorias).

Nas Orientações Estratégicas para o Sector de Plataformas Logísticas (terceiro documento), o Governo definiu quais as plataformas que serão desenvolvidas, para que os vários modos de transporte em Portugal possam inter-operar entre si, promovendo a organização da actividade logística e possibilitando os necessários ganhos de eficiência.

Actualmente, esta actividade é realizada de uma forma descoordenada em espaços com baixa flexibilidade, rápida deterioração e elevados custos de manutenção. Tal facto é reflectido no baixo índice das actividades logísticas externas em Portugal (18%) face à média da União Europeia (27%) e a países como a Espanha (23%), França (33%) e Reino Unido (37%).

Considerando apenas os espaços qualificados, existem em Portugal cerca de 1,9 milhões de m2 de estruturas logísticas, sendo que destes, cerca de 75% (1,4 milhões de m2) estão localizados em Lisboa. Apenas em Espanha, no final de 2004, existiam 62 plataformas logísticas com uma área total de 26,5 milhões de m2 (14 vezes mais do que em Portugal), o que reforça a percepção da carência deste sector em Portugal.

Foi este cenário que esteve na base do lançamento do Programa Portugal Logístico em Maio de 2006. É neste programa que se definem as orientações para o sector, procurando assim estimular o seu desenvolvimento através da racionalização da actividade logística, do fomento da inter-modalidade dos vários meios de transporte (rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo) e da promoção de ganhos ambientais, contribuindo deste modo para o desenvolvimento da economia nacional e aumento da sua competitividade.




 
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